Pietra Rodrigues Comunicadora e comunicativa, trabalho para gerar transformações efetivas para empresas e profissionais.

Duas questões atuais para o Aftermarket automotivo no Brasil

2 min | leitura

aftermarket automotivo

O aftermarket nada mais é que o mercado secundário automotivo brasileiro. Nele estão presentes mercados como o de autopeças utilizadas na reparação (mercado de reposição) e o mercado de equipamentos utilizados por reparadores dos veículos e exportações. Sendo assim, nele encontram-se montadoras, concessionárias, indústrias, distribuidores e também varejistas.

Talvez você não imagine, mas o segmento do aftermarket representa cerca de 15% do faturamento das empresas automotivas.

A revista Reparação Automotiva, prevê para 2021, que a cadeia de distribuição, reparação e serviços movimentará total de cerca de 80 bilhões em 2021.

Logo, vale a pena saber sobre algumas questões importantes para este mercado secundário. A seguir, você encontrará 2 delas.

A transformação digital do mercado

Nas cadeiras da escola você aprendeu que a industrialização e urbanização foram fundamentais para o desenvolvimento do Brasil. Eventualmente, tornaram-se questões centrais nos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

O aftermarket teve um papel central, em meados da década de 1950, neste desenvolvimento. Este papel mantém-se até os dias atuais, uma vez que o setor automotivo representa 22% de  todo o PIB Industrial.

No passado, lojas de pequenos comerciantes familiares dominavam o ramo de peças e acessórios automotivos. Hoje, estes negócios estão ameaçados pelos conglomerados (grandes empresas que unem produtos e serviços automotivos). Além de também enfrentarem a necessidade de investir no comércio eletrônico para não fecharem.

Dentre tantas mudanças, vê-se no aftermarket muitas tendências relacionadas à transformação digital. Certamente, elas já impactam o mercado, algo que passará a acontecer de maneira mais radical nos próximos 10 anos.

Por exemplo, a conectividade dos veículos, a expansão da mobilidade compartilhada e o surgimento e popularização de veículos elétricos ou autônomos trarão mudanças não só para os produtos, mas para a indústria de componentes e para os serviços de manutenção.

Essa necessidade de transformação estende-se por toda a cadeia, seja para montadoras e concessionárias ou para indústrias e distribuidores.

O cenário atual consolidou a importância do “Programa Rota 2030”, iniciativa do governo federal brasileiro. Ele oferece incentivos e benefícios para o setor automotivo investir, até 2030, em tecnologias e inovações. 

Dessa forma, o país buscará seguir o movimento do mercado internacional, principalmente no que diz respeito a automação e eletrificação, fundamentais para o programa. 

Questões polêmicas e atuais do aftermarket 

Recentemente, a GiPA, empresa internacional especialista em inteligência de mercado para o segmento de automotivo, projetou uma recuperação para o aftermarket em 2021. 

De acordo com a Revista Reparação Automotiva, a GiPA indicou que haverá uma retomada do setor em 2021, em relação a 2020. Todavia, o faturamento deve retornar em cerca de 1 ano, consequência da alta dos preços para consumidores finais.

Por conta do setor ainda apresentar queda no faturamento no primeiro bimestre de 2021, alguns economistas como Carlos von Doellinger, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado ao Ministério da Economia), passaram a defender a desindustrialização.

De acordo com o jornal Valor, para Doellinger, seria mais interessante focar em mercados nos quais o país é mais competitivo como agricultura e mineração,

Estas falas foram recebidas com grande insatisfação por parte dos fabricantes de veículos, da Anfavea e de outras organizações representativas de setores industriais.

Em consequência, as entidades publicaram, no fim de janeiro, uma declaração conjunta. Nela destacaram a “importância estratégica de ter uma indústria de transformação forte – como é o caso de todas as maiores economias do mundo onde o Brasil está inserido –, que além de gerar empregos de qualidade também é fonte de desenvolvimento tecnológico.”

Em sua declaração apontam ainda que “se o Brasil parasse de produzir veículos, passando a importar todo o volume consumido pelo mercado nacional (2 milhões), isso abriria um déficit na balança comercial do País de cerca de US$ 70 bilhões por ano, que não poderia ser coberto por todas as exportações do agronegócio ou de minérios.”

Por fim, é nesta conjuntura que o aftermarket automotivo se encontra hoje. Então, não deixe de acompanhar os números do segmento, as mudanças e a recuperação do mercado automotivo. Para isso, assine nossa newsletter e volte sempre!

Pietra Rodrigues Comunicadora e comunicativa, trabalho para gerar transformações efetivas para empresas e profissionais.

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