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A Mobilidade Urbana e as Vias Contemporâneas da Informação

A Mobilidade Urbana e as Vias Contemporâneas da Informação

Observamos cotidianamente que grande parte das civilizações, principalmente quando se trata de mobilidade urbana, aumentou consideravelmente desde o início do século XX até nossa contemporaneidade. Com isto, a sociedade sofreu mudanças, provocadas principalmente pela tecnologia atrelada aos processos industriais, que influenciaram a vida cotidiana.

Esta revolução tecnológica se combinou a um grande fluxo de informações de rede que valoriza a otimização do ritmo de trabalho e o aumento da velocidade com foco na produtividade.

Mas, de que forma isso se liga ao fato do motorista pisar fundo no acelerador?

Ao pensarmos na questão do automóvel como um todo, podemos entender que ele não foi produzido para andar dentro dos limites de velocidade, mas como símbolo de inovação tecnológica a serviço do humano em nós. Com isso a percepção se confunde com o próprio conhecimento em si, que não tem limite quando se trata de construir ou destruir uma civilização!

Além disto, o automóvel se coloca como um instrumento de poder e por fim, como objeto real (veículo capaz de ser utilizado para fins de trabalho, domésticos e lazer).

O condutor diferente do funcionário que trabalha em um ambiente confinado, tem a seu dispor um mundo em movimento e procura adaptar as regras que rapidamente passam por ele em um breve piscar de olhos.

Dentro deste movimento o condutor pode ou não seguir regras estabelecidas para sua segurança, o que dependerá basicamente de fatores da constituição da personalidade e do caráter de cada um. Situação essa que torna o ato dirigir algo complexo. Existe ainda um comportamento provocado por “terceiros” que é o marketing automobilístico subliminar, que se liga ao inconsciente de cada um de nós desde a mais tenra infância (brincar com carrinhos, caminhões etc.) até a vida adulta.

Somos “educados” em nosso inconsciente para darmos vazão ao desejo de domar uma máquina, de sermos senhores dela, de fazermos “ferver” o “motor” e os pneus, deixando marcas no asfalto, como se representassem nossas marcas históricas, o que é uma falsa sensação, um falso sentimento, uma falsa representação: é só apenas uma falsa memória, nada mais! 

Diante disto, podemos inferir que a velocidade da informação e a tecnologia interferem diretamente no comportamento humano, seja produzindo situações boas, ou produzindo rachaduras internas fortes dentro de cada ser. 

Desta maneira podemos nos reportar a Machado de Assis que diz:

"O menino é o pai do homem”

Pois é na criança que nasce a noção de limites, é no adolescente que a lei se reedita e é no homem que a lei existe…ou não…e disso depende toda uma civilização!

Márcio Jair Possan – Psicólogo – Especialista em Trânsito: Gestão da Mobilidade Urbana e Saúde Pública – Crp:07/9890  - Whatsapp: 54 999431720 
 

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