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Curitiba vai duplicar sua ciclovia

Curitiba vai duplicar sua ciclovia

Pensar em mobilidade urbana e integração de meios de transporte é uma realidade das cidades brasileiras atualmente. Nesse sentido, a ciclovia ganha espaço dentre as ações aplicadas pelo poder público, e também ganha cada vez mais usuários.

Curitiba é uma cidade modelo nas questões de transporte e o Brasil todo precisa aprender com ela. Mesmo já sendo considerada uma cidade com excelência em mobilidade urbana, Curitiba planeja duplicar sua malha cicloviária.

Atualmente a cidade tem 208,5 quilômetros de malha cicloviária, sendo 31,1 km de ciclovias, 100,8 quilômetros de calçadas compartilhadas, 25,1 km de ciclo faixas em via lenta, 18,7 km de ciclo faixa, 11,7 km de ciclorrotas e 1,5 quilômetros sem caracterização completa.

É bem legal explicar o que são cada um desses componentes da malha cicloviária antes de seguirmos. Vamos lá!

O que compõe a ciclovia, ou a malha cicloviária:

Ciclovia: são destinadas exclusivamente para as bicicletas, separadas fisicamente da faixa de automóveis e também do espaço dos pedestres por desnível ou outro elemento de proteção. Podem ser de mão única, ou bidirecional.

Ciclofaixa: são para uso de bikes e devem seguir o mesmo sentido da mão da rua, são separadas da faixa de rolamento dos carros apenas por pintura ou tachões refletivos.

Ciclofaixa sobre calçada: são espaços preferenciais para trânsito de bicicleta, ficam no mesmo nível das calçadas, possuem sinalização horizontal ao lado da faixa de passeio destinada aos pedestres.

Vias compartilhadas: tem que ter o mesmo sentido da via, e ficam na margem direita das vias lentas do eixo estrutural das cidades, são preferenciais para bicicletas, definidas por sinalização horizontal tracejada.

Ciclorrotas: são percursos recomendados em vias de menor fluxo, indicados na via pública por sinalização horizontal, por onde os ciclistas dividem o espaço da via com os automóveis. São menos seguras, mas ainda assim, muito importantes para o bom andamento do fluxo de bikes.

Passeios compartilhados: ficam nas calçadas e ocupam o mesmo espaço destinado aos pedestres.

Ciclovias em Curitiba:

Curitiba deseja implantar mais 200 km de ciclovia pela cidade, distribuídos pelos espaços com mais necessidade até 2025. A primeira fase do projeto deve ser concluída ainda esse ano, e amplia a malha em 14%, com 28,8 quilômetros.

A intenção é começar realizando ligações importantes à estrutura já existente na cidade. Como a integração dos eixos da Avenida República Argentina e a Rua Padre Anchieta às universidades, que são locais com grande fluxo de usuários.

A legislação determina que 5% das vias urbanas sejam destinados para a ciclomobilidade, apenas com esse aumento previsto para que seja concluído ainda neste ano, Curitiba atingirá 4,93%. Após a finalização do plano completo, será 8,5%, bem acima da legislação. O que visa promover a integração intermodal, que está definida no plano de mobilidade urbana do município.

Curitiba irá muito além da implantação de ciclovia, a cidade quer realmente integrar meios de transporte e beneficiar o ciclista. Por exemplo, o novo terminal do Tatuquara terá um bicicletário com 108 vagas e uma estrutura completa de vestiário para atender as necessidades dos ciclistas. O mesmo acontecerá nos terminais do Hauer e Campina do Siqueira, que ainda serão construídos.

Essa iniciativa é demais e poderia ser adotada por todas as cidades! E você usa a ciclovia aí na sua cidade? Como ela é por aí? Conta para mim!

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Eduardo Herenyi
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Empreendedor, pai da Bárbara e sempre de olho nas tendência na área da mobilidade... Carros, carros e mais carros...

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