[Entrevista] Geovana Conti – Empreendedorismo social: os jovens profissionais no setor automotivo

4 min | leitura

geovana-conti empreendedorismo social

Hoje, tivemos o prazer de entrevistar Geovana Conti , Sócia Fundadora da Youngers, para discutir empreendedorismo social e porque o setor automotivo deveria investir nos jovens profissionais e prepará-los para a transformação digital na indústria.

A Youngers (Y) é uma Empresa Social com foco no empreendedorismo, no primeiro emprego (incluindo aprendizes e estagiários) e em vagas generalistas para o mercado.

A Y oferece palestras e treinamentos voltados para empresas, já chancelado por empresas como UNIMED Curitiba, Grupo Marista, Renault, SANEPAR, Porto Seguro. Também oferece os Programas online de Empregabilidade & Empreendedorismo. Ela utiliza 100% do lucro para manter seu forte braço social de combate à pobreza nas comunidades carentes de Curitiba-PR.

Não perca abaixo nossa conversa sobre jovens talentos e empreendedorismo!

A Youngers tem foco em Geração de Renda, empreendedorismo e Empregos para juventude. Como você percebeu a importância de investir nesta área?

Trabalhei, desde 1998, na área de TI em empresas públicas e privadas, nacionais e internacionais, e via a dificuldade de incluirmos jovens neste mercado.

Por lei no Brasil os jovens podem começar a trabalhar formalmente aos 14 anos como aprendizes e aos 16 como estagiários e em empregos formais.

Mas muitos deles não sabem buscar por estas oportunidades e quando as encontram, perdem por algum comportamento inadequado. Isso vem da falta de experiência anterior, por exemplo: a falta de foco, a falta de proatividade ou a comunicação não desenvolvida.

Em 2012, eu entendi que podia trabalhar preparando esses jovens para o mercado. Em 2018, quando a crise havia impactado drasticamente no número de vagas disponíveis, começamos a trazer conceitos de empreendedorismo para que estes mesmos jovens pudessem trabalhar pra si e gerar renda, mesmo sem um emprego formal.   

Como a contratação jovens profissionais pode impactar positivamente as empresas, inclusive automotivas, neste momento de retomada econômica?

Sabendo se comunicar, liderar e inspirar estes jovens a empresa certamente colherá alto engajamento e produtividade. Se a empresa ainda tiver produtos e serviços para esta faixa etária, ouvir e aprender mais sobre as redes sociais é importante. O que “está rolando” em cada uma delas também pode ser uma ótima oportunidade de expandir as vendas.

Além do que, quando uma empresa contrata jovens por entender seu papel na inclusão e na diversidade social, ela ainda  ganha pontos com seus clientes. Cada vez mais vemos consumidores conscientes em busca de marcas que gerem transformações sociais.

Contratar jovens vulneráveis, mulheres de comunidade, pretos ou outras minorias, além de reconhecer o talento deles, traz eficiência para empresa e um selo de impacto social para sua marca. 

De acordo com a sua opinião, quais formações profissionais indicadas para jovens interessados no setor automotivo? Como as empresas podem prepará-los para a transformação digital e o futuro do segmento?

“Eu acredito que além das tradicionais engenharias e dos cursos técnicos voltados para o setor automotivo, também temos possibilidades nas áreas administrativas, de marketing e de gestão para jovens que desejem se engajar neste setor.”

Vale a pena a empresa verificar oportunidades para jovens talentos em cada um de seus departamentos. Promover diálogos e conexão de profissionais destes departamentos com jovens de fora da empresa. Estabelecer relacionamento com a nova geração pode gerar nela o desejo de ingressar na empresa.

Compartilhar claramente nas redes sociais sobre as tarefas dos profissionais, os resultados de cada setor e as histórias de pessoas reais podem inspirar jovens a buscar uma vaga dentro da empresa.

Além disso, a juventude mostra-se cada vez mais conectada com a sustentabilidade e as questões de impacto e transformações sociais.

Abrir oportunidades para que jovens possam trazer soluções sustentáveis e inovadoras também pode ser uma bela porta de entrada para novos talentos.

Nosso Social RH, além dos processos de recrutamento e Seleção de talentos na comunidade, também traz uma série de ideias, eventos além de possibilidades para fomento de primeiros empregos.

A empresa promove experiências digitais para jovens aprendizes e aceleração de negócios. Como o empreendedorismo social  lida com a transformação digital atual?

Os jovens estão no digital! A maioria inclusive tem aparelhos de celular melhores que o meu. Muitos dos jovens de classe D e E, apesar dos belos aparelhos, não tem acesso à internet.

Portanto, se por um lado sabemos que precisamos disponibilizar conteúdos atraentes para este público, temos o desafio de fazer estes conteúdos serem consumidos. Isso pela falta de infraestrutura de redes nas regiões mais vulneráveis.

Pensando nisso, montamos as redes sociais para difundir empreendedorismo. Ele vem a cada dia se mostrando como a melhor saída para o trabalho de jovens de classe C, D e E. As redes funcionam quase que como entretenimento. Se você seguir nosso Instagram @YnaWeb vai encontrar memes, brincadeiras, e muita diversão sobre Empregabilidade e Empreendedorismo.

Também tivemos de adaptar o conteúdo para este público e na sequência adaptá-lo para o digital. Ou seja, vídeos curtos, interativos, gamificação, trazer facilitadores diversos, parcerias com influenciadores digitais, etc…

Da mesma forma, digital também levou nossa metodologia e impacto em diversas cidades do Brasil. Até no Amazonas tem gente seguindo nosso passo-a-passo para gerar renda. 

Quais dicas você daria para quem está começando a empreender e quer manter o foco no impacto da transformação social?

Ao longo da minha jornada, tenho percebido que os melhores resultados vêm quando aliamos o melhor do mundo corporativo com o melhor do social.

Acima de tudo, como diria James Marins, presidente do Instituto Legado, precisamos levar o empreendedorismo para o social e o social para o empreendedorismo.

Se você está começando um negócio (seja ele social ou não) mantenha os olhos atentos aos resultados que você consegue mensalmente. Enquanto isso, anote tudo, veja se estão mostrando alguma melhora. Se não, traga um novo olhar, que pode ser um amigo ou cônjuge, para validar sua ideia e buscar o que pode ser melhorado.

Em resumo, sempre foque em fazer dinheiro, ter lucro. Isso vai dar sustentabilidade à sua ideia. E sendo o lucro seu, faça com ele o que você quiser, inclusive investir no social – como eu! 🙂 

Conheça nossa Aceleração de Negócios: ela pode ser o melhor caminho para quem está montando um novo negócio.  

geovana conti

Geovana Conti

LinkedIn | CEO e Founder da Youngers

Capixaba de certidão, Curitibana de coração, aprendiz de empreendedora, uma mulher, preta, comunicadora, que optou por se mudar pra favela pra mudar a história deles, mas que teve a própria história transformada por esta vivência.

Sou uma das sócias fundadoras da Y
UMA EMPRESA SOCIAL que utiliza 100% do lucro para manter seu forte braço social de combate à pobreza nas comunidades carentes de Curitiba-PR.

Quer fazer parte do time de convidados e autores do portal, tem alguma sugestão ou crítica?
Envie uma mensagem por meio dos comentários!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *