[Entrevista] Ivan Ferreira – Fretetech e Transportadora Digital 4.0 no Brasil

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transportadora digital 4.0

Entrevistamos Ivan Ferreira, COO na Uppertruck, para falar sobre Transportadora Digital 4.0, transformação digital nos negócios e transporte de cargas.

Têm sido um período de inúmeras inovações para o setor e você pode conferir todas elas abaixo!

1) O que é uma Transportadora digital 4.0 sem intermediários e quais as vantagens para empresas de contratar uma?

 Uma Transportadora Digital 4.0 tem a importante missão de conectar todas as frentes ligadas ao transporte de cargas.

Dessa forma, ela promove ao usuário maior oportunidade para o escoamento de sua carga, pelo veículo mais adequado, na melhor e mais rentável rota. 


2) Como o ramo de transportes e cargas tende a se comportar nos próximos anos com a atual aceleração da transformação digital?

O transporte tem décadas de pleno e rápido crescimento mas só nesta década é que o advento da tecnologia disruptiva é que bruscas mudanças ocorreram em todas as áreas. 

Antes de mais nada, Telemetria, Real Time Tracking, o ELD nos EUA, digitalização, controle de caminhões e contêineres em portos, documentos fiscais eletrônicos e o mais recente que deve causar um impacto gigantes que são os PEF’s com a chegada do PIX; são algumas das novidades que não devem ficar num primeiro patamar. 

Posteriormente, nos próximos 10 anos, ocorrerá a redução de caminhões trafegando em longos trechos e a diversificação de frotas para veículos urbanos de carga. Por isso, haverá aumento do transporte via cabotagem e ferrovias além de grandes soluções para o trato do famoso “gargalo Logístico”. 

3) De acordo com sua vasta experiência em relação ao potencial de aceleração e inovação do setor automotivo,  quais novos negócios devem despontar nos próximos anos no universo automotiva sob a ótica da gestão de frotas?

Enxergo a Inteligência Artificial e o 5G como os protagonistas da próxima década acumulando dados capazes de tornar os veículos quase que autossuficientes. 

Parece loucura, mas num futuro próximo ver veículos “conversando” entre si será normal. As cidades se prepararão para essas inovações e o controle de tráfego urbano será preciso.

Não nos surpreendera se logo o meu, o seu, ou o veículo dos seus pais forem alocados em operações de entrega de curta distância. 

Contudo, não podemos pecar em infraestrutura para não retardar as revoluções que estão pela frente. 

4) A indústria automotiva precisará repensar como opera e conduz os negócios no mundo pós-pandemia? Assim como a eletrificação de frotas, alguma outra tendência pode ser vista?

Veículos autônomos já são testados nos EUA e as tendências são irreversíveis, mas por lá, tanto a tecnologia quanto os bens de consumo são acessíveis.

Entretanto, por aqui, não vemos inovações de peso na indústria automotiva que por ora, fornece produtos de qualidade mediana e preços exorbitantes.

Para virar o jogo, entendo que estar de olho nas inovações vindas do exterior e rapidamente adaptá-las ao nosso mercado consumidor será a chave principal.

“Temos pessoas, empreendedores e recursos. Só nos falta incentivo.” 

5) Novidades na Uppertruck para o futuro?

Sim, criamos o termo #Fretetech e para os próximos anos  desejamos expandir a segmentação de veículos operacionais agregados estendendo a possibilidade da Transportadora Digital 4.0, com fretes a todos os perfis de veículos e cargas. 

Estamos em fase de testes de ferramentas que visam otimizar cada frete, uma vez que nosso forte é consolidar cargas. Assim como, um curioso projeto “armazém itinerante” que atenderá com rapidez cargas que necessitam de programação prévia. 

A Uppertruck vêm crescendo nos últimos 4 anos cerca de 25% e mesmo na pandemia tivemos um desempenho além do previsto. Acima de tudo, resultados obtidos primeiramente com muita fé em Deus,  foco nas dores do mercado e soluções para elas e trabalho incansável.

Ivan Ferreira

LinkedIn | COO na Uppertruck

Formado Administração pela Universidade Estadual do Paraná, com pós em Gestão de Negócios e uma experiência de 19 anos no transporte de cargas.

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