[ editar artigo]

Mobilidade a Pé: Seu Caminhar é Confortável?

Mobilidade a Pé: Seu Caminhar é Confortável?

De vez em quando alguém me confessa, meio sem graça, que não gosta de caminhar.

Bom, dependendo das circunstâncias eu também não. Como qualquer atividade que realizamos com o corpo inteiro, para sentir um certo prazer com isso é preciso que as nossas condições físicas estejam em ordem.

Não é porque andar é algo “natural” que vai ser sempre fácil. Ninguém em sã consciência caminha tranquilamente sentindo dor, mal estar ou sob efeito de algum outro problema de saúde mais sério. 

Se o nosso corpo está dizendo “tudo bem eu posso”, há que se prestar atenção na indumentária. Em primeiríssimo lugar o sapato. Não há nada pior do que ser torturado pelo próprio sapato. Acho que todos nós já passamos por isso em algum momento da nossa vida, não é? 

Melhores dicas para uma boa caminhada

Mesmo quem faz uso diário dos tênis não está livre de comprar um par de alguma marca que não “se dê muito bem” com os pés. Já ouvi alguns relatos sobre essas experiências ruins com um ou outro modelo e, inclusive, até consequências nefastas pela escolha errada dos calçados.

Com exceção dos casuais - que não são para os esportes - acho que a maioria de nós está ciente de que deve comprar aqueles adequados à pisada dos pés (neutra, pronada ou supinada) e às práticas que estamos realizando.

Caminhada, corrida, esportes de quadras ou atletismo têm os solados e tecnologias específicos para vestir os pés. Não é frescura seguir as indicações, ao contrário, são uma garantia para evitarmos uma possível fascite plantar, dores nos joelhos e outras sensações ingratas.

Identificando problemas ao caminhar

Problemas como calos, unhas encravadas, joanetes, esporão calcâneo e similares também são inimigos dos caminhantes. Tudo isso precisa ser tratado. Do contrário, com a maioria dos sapatos sociais que usamos, serão uma fonte de dor permanente, tirando bastante o prazer das nossas passadas.

As farmácias têm uma quantidade enorme de protetores específicos para essas mazelas dos pés e cabe a nós procurar alívios alternativos até que possamos dar um fim no que nos aflige.

Sem contar que já não se fazem mais calçados como antigamente e quase todo mundo se queixa que o sapato x ou y machuca aqui ou ali. Eu mesma carrego na bolsa um rolinho de esparadrapo transparente para proteger meu calcanhar de sapatilhas e mocassins “assassinos”. Sapato alto então, nem se fala!

Como a sua roupa pode interferir na sua caminhada?

Com relação às roupas é óbvio que serão um fardo se estiverem inadequadas: poucas quando está frio; excessivas quando está calor; largas ou apertadas demais; caindo para um lado ou para o outro; pesadas ou leves demais quando há vento forte. É ou não é? 

Quando estamos indo para o trabalho e nos é exigido um traje mais formal, não há muito o que fazer. Para as mulheres, se possível, a melhor alternativa é carregar os sapatos sociais em uma bolsa e fazer o trajeto a pé com um par mais confortável.

Mas em outras situações, fora do ambiente formal, é mais fácil fazer escolhas simples e usufruir da liberdade e do conforto. Acreditem, eu já presenciei muitas pessoas participarem de passeios a pé turísticos com calçados e roupas totalmente inapropriados. E sofreram. Na tentativa de estarem mais “elegantes” esqueceram que a elegância começa pela adequação.

E os acessórios? Já avaliou os que você usa? Mesmo para o trabalho bolsas e pastas mais leves evitarão cansaços e pontadas nas costas. No caso dos passeios de lazer vale a mesma regra. Ter uma bolsa ou mochila com um compartimento para uma garrafinha de água faz muita diferença em alguns casos. Chapéu, protetor solar, capa de chuva, jaqueta corta vento, sombrinha japonesa e até meias de compressão, tudo é válido para proporcionar o máximo de conforto na hora de caminhar. Não esquecendo que, quanto mais leve a gente está, mais gostoso fica.

Por fim tem a questão do nosso objetivo ao andar. Com exceção dos trajetos que fazemos por obrigação, o ato de caminhar pode ser um grande aliado da saúde física e, principalmente, mental. Nos meus momentos de desânimo perdi a conta das vezes que ouvi minha mãe recomendar “vai andar que passa”. E passava.

É um programa legal convidar alguém querido para andar na orla de uma praia bacana, numa pista com paisagem bonita, num parque com muito verde. Muitas vezes dá pra levar as crianças, os pets… E o melhor: é gratuito!

Se você não gosta de caminhar não há mal nenhum. Há dezenas de outras atividades físicas no cardápio. Mas é incontestável, andar faz bem para o espírito. Como dizia Balzac, “Flanar é a gastronomia do olhar”. Eu concordo.

MOB1.CLUB
Thatiana Murillo
Thatiana Murillo Seguir

Fundadora do movimento Caminha Rio

Ler matéria completa
Indicados para você