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Tendências para o Transporte urbano: do transporte individual ao público e compartilhado

Tendências para o Transporte urbano: do transporte individual ao público e compartilhado

Com as inúmeras tecnologias e as mudanças nos cenários das cidades, há muita coisa em jogo para o transporte urbano.

E a pergunta de pessoas das mais diversas áreas é a mesma: qual o futuro do transporte urbano?

Como pode-se ver, são muitos os tipos de transporte urbano, como novos veículos alternativos e modais de transporte comuns: carros, ônibus, metrôs, motos e alguns lugares até balsas e navios.

Entretanto, existem problemas reais que afastam os brasileiros do transporte público, ou seja, que é capaz de levar um grande número de pessoas e está sob tutela do serviço público.

Existe muito ainda a ser feito para um aperfeiçoamento destes sistemas, então falaremos mais sobre eles a seguir!

 

Cultura do transporte individual

No Brasil e em várias outras partes do mundo, o transporte individual foi o principal investimento dentro do ramo de transportes. Isso fez com que houvesse um aumento do congestionamento e trânsito das cidades.

O que gera diretamente mudanças para a qualidade de vida tanto das pessoas, quanto do meio ambiente.

Há um aumento da quantidade de poluição, seja ela ambiental, visual, térmicas e atmosféricas. Olhando para os carros que ainda funcionam por combustível.

Somente o carro individual consome 63% da energia total não renovável, de acordo com pesquisas pela Simob (Sistema de Informações de Mobilidade Urbana). E produz mais de 32 milhões de toneladas de poluição ao efeito estufa.

Os carros individuais também produzem uma multiplicação de acidentes no trânsito. A quantidade de veículos é prejudicial para o desenvolvimento das cidades.

Para termos noção, as cidades ideais do futuro (chamadas de Cidades Inteligentes) tem como projeto a diminuição de veículos individuais nas ruas.

Enquanto que no transporte individual, o percurso seja mais rápido, o transporte coletivo sofre devido a demora.

Isso ocorre principalmente pelo modelo de desenvolvimento urbano que foi adotado pela maioria dos países, incluindo o Brasil.

Ainda de acordo com a Simob, o Estado brasileiro gastou 3,5 vezes mais com o transporte individual do que com o público/coletivo.

Em valores, enquanto que deu quase 2 trilhões para o individual, o investimento no coletivo foi de 400 bilhões.

Como as pessoas preferiram um tipo de modalidade diferente da individual, quando elas não recebem o suficiente investimento?

Diversas pesquisas, tanto online quanto pessoalmente, mostraram também que ainda a população tem preferência pelos carros individuais.

O CQM, conseguiu reunir mais de 70 mil menções na internet sobre automóveis. Alguns dados coletados foram:

  • 43,7% das pessoas apoiam o transporte individual, contra 29,5% problematizando-o;

  • Mais de 58% diziam ter um desejo por ter um automóvel individual, 

  • pessoas com problemas, ódio e semelhantes a esse transporte formavam em torno de 25%.

Como podemos ver, há uma quantidade infinita de debates sobre os transportes individuais e sua devida importância.

O futuro que nos aguarda será de veículos individuais ainda mais tecnológicos, ou de um investimento maior nos transportes coletivos, com foco na melhoria da mobilidade urbana?

 

O que é transporte individual?

Um dos transportes mais utilizados mundialmente é o privado, ou individual. Mas ele também acaba sendo um dos mais criticados e repensados atualmente.

Também chamado de privado, ele é um tipo de forma de deslocamento, em que o passageiro pode ser ou não dono de determinado veículo. 

Ele é o oposto do transporte coletivo, que carrega muito mais pessoas, ocupando um espaço semelhante do transporte individual. A comparação é que há uma maior mobilidade, flexibilidade e conforto no transporte individual.

Como o próprio nome já sugere, ele tem a finalidade de deslocar um único indivíduo, mas pode também ser capaz de levar mais pessoas e uma carga adicional junto.

Nesses casos, ele se encontra limitado por alguns horários e trajetos a serem seguidos.

Um dos melhores exemplos de transporte individual é a bicicleta, que além de ser baixo custo, também é ótima para evitar trânsitos, e poluir menos o meio ambiente. Vai muito além disso também.

Alguns outros exemplos são: motocicletas, carros, animal, barcos, bote, jet ski, helicóptero e alguns outros.

Pessoas com deficiência (PCD), também acabam preferindo esse tipo de modal em comparação aos outros tipos de transportes. Isso porque são mais adaptáveis às necessidades de quem irá utilizar. Seja com deficiências motoras, mentais ou outras.

 

As vantagens e desvantagens do transporte individual

Há uma boa quantidade tanto de vantagens e desvantagens em lidar com o transporte individual em geral.

Em primeiro lugar, as vantagens. É ótimo pois dá uma flexibilidade maior, em relação aos trajetos a serem feitos, escolhendo melhor para você. Já que nos coletivos, há um trajeto completamente limitado para servir a todos os passageiros.

É possível adaptá-los às necessidades de pessoas com algum tipo de deficiência também, pois são raros os transportes coletivos que são capazes de lidar com isso.

Mesmo com várias vantagens, também é possível encontrar algumas desvantagens nessa modalidade de transporte. Em algumas cidades, há ruas estreitas e locais em que não é possível que o veículo consiga circular.

Até na utilização de bicicletas e motocicletas, há um impasse entre o condutor e os pedestres.

O problema das grandes cidades é em relação ao estacionamento. Especialmente em casos de veículos maiores, encontrar vagas pela cidade pode ser difícil, e acabar atrapalhando ainda mais o trânsito.

Encontrar um lugar seguro e que não atrapalhe a passagem de outros veículos é mais difícil do que se espera.

Podemos notar um certo balanço entre as vantagens e desvantagens desse tipo de transporte, que pode ser mais explorado pela cultura enraizada na maioria dos países pelo mundo.


 

Ainda vale a pena ter carro?

O carro ainda está no auge de ter o máximo de autonomia, liberdade e até mesmo segurança. Entretanto, percebe-se que cada vez mais, está se tornando mais um fardo para alguns.

O crescimento dos centros urbanos se deu pelo aumento da população, o que consequentemente fez crescer a quantidade de formas de deslocamento, tendo os carros como os mais usados.

Começa-se a ter então um problema, a partir do momento do congestionamento de vias.

Hoje, na opinião de muitos, não vale mais a pena sair de carro para ir comprar algo simples. Os carros tornaram-se ainda mais um artigo para passeio, viagens.

Isso sem tratar do assunto poluição.

Para o designer-chefe da Renault Laurens van den Acker, o futuro dos automóveis é mais autônomo, elétrico, conectado e compartilhado. Estas serão opções para que este modal não entre em decadência.

 

Transporte público no Brasil

 

De acordo com pesquisas feitas por todo o país, o brasileiro está cada vez mais afastado do transporte público, e há diversas razões para isso.

Qual a relação da população brasileira com o transporte público?

Em conformidade com um levantamento de 2017 da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a utilização do ônibus como meio de transporte caiu em 9,5%. 

Deve-se ter em conta, que na maioria das cidades brasileiras, o ônibus é o principal meio de transporte público, por não possuírem metrôs e semelhantes.

Essa porcentagem de pessoas deixando de usar o transporte público para usar outros modais de transporte vem aumentando todos os anos, pelos últimos 5 anos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), fez um outro apontamento através do Ibope sobre os problemas desses meios de transporte. 

Nela, 70% dos brasileiros reclamam de que as condições do transporte público vão de regular a péssimo. As regiões com maiores queixas são o Norte e o Centro-Oeste, e o índice de menos descontentamento é no Sul.

Ainda usando os dados da CNI, um em cada quatro brasileiros usa ônibus para ir ao trabalho ou escola todos os dias, o que é um número bastante considerável.

A pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social: Mobilidade Urbana, feita pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), acabou recomendando que para o Brasil, deve-se investir mais em trem e metrôs.

São veículos que poluem menos, diminuem a quantidade de veículos se movimentando, por também comportarem mais pessoas.

Razões que afastam o brasileiro do transporte público

Há diversas razões que os brasileiros reclamam do transporte público, e muitos preferem até mesmo se endividar para conseguir comprar um carro ou moto, evitando os meios públicos.

 

Tempo parado no trânsito

Uma das primeiras é em relação ao tempo gasto. Devido as paradas, e o trânsito nas vias, mais de 74% dos entrevistados da pesquisa da CNI dizem que perdem uma hora ou até mais no trânsito. 

Quase 50% das pessoas que utilizam o ônibus gastam mais de uma hora para chegar ao destino, enquanto que os que se locomovem de carro apenas 24% gastam todo esse tempo.

Depois da criação em algumas cidades das faixas especiais para transição dos ônibus, o tempo gasto nos transportes públicos diminuiu. Mas ainda assim, muitos veículos comuns acabam ignorando a lei, e utilizando a faixa.

 

A segurança nos transportes

Um segundo problema vem em relação a segurança. Muita gente deixou de utilizar os meios de transporte pela quantidade de assaltos e furtos ocorrendo neles. 

Essa é, provavelmente, a maior apreensão das pessoas de acordo com pesquisa realizada pela CittaMobi e Diário do Transporte em 2017.

Apesar de algumas medidas já terem sido feitas, como operações da polícia e outros, o brasileiro ainda não se sente totalmente seguro para fazer determinados trajetos. 

Ter que ficar escondendo o celular e pertences, enquanto olha sempre com medo, não é algo que se queira ao ir ou voltar do trabalho.

A qualidade do serviço

Como dito anteriormente, existe uma enorme quantidade de queixas acerca da qualidade do transporte. Tanto em sua estrutura, que muitas vezes deixa a desejar, quanto em seu gerenciamento.

Bancos sem estarem almofadados, botões e cordas de parada quebrados e sujeira são só alguns dos problemas que podem ser encontrados nos ônibus e até alguns metrôs       brasileiros. Para muitas pessoas, isso já é o suficiente para não valer a pena utilizar esses meios.

Ainda sobre a qualidade do serviço oferecido pelas empresas, também temos problemas como mau condutor do veículo e horários não muito bons. Não são raros os casos de empresas processadas por acidentes dentro e fora do transporte.

 

Superlotação

Outro problema enfrentado tanto por metrôs, quanto por ônibus é a superlotação. Principalmente em horários de pico, como meio-dia e seis da tarde, as frotas de ônibus e metrôs não são capazes de acompanhar a demanda.

São muitos indivíduos para um único veículo, o que além de ser desconfortável, é perigoso. Pelo Brasil ser um país tropical, há também a questão do suor. Há quem não consiga suportar o calor que enfrentam antes de chegar ao seu destino.

Como pode-se ver, são muitos os problemas reais que afastam os brasileiros do transporte público. Existe muito ainda a ser feito para um aperfeiçoamento desse sistema, que venha a facilitar a mobilidade urbana.


 

Tendências para o transporte urbano


 

Sustentabilidade e tecnologia

Algumas pessoas podem chegar a dizer que esses dois conceitos não andam juntos, mas é extremamente importante para o futuro do transporte e da mobilidade urbana.

Um dos primeiros projetos que se espera muito são os carros autônomos, ou seja, sem um motorista. Como exemplo, temos ônibus e carros que já conseguem andar sem ter qualquer pessoa. 

São vários os países que já fazem esses testes em cidades grandes, esperando que logo se espalhem ainda mais.

O ideal é que essa parte autônoma consiga chegar para todos os transportes públicos, fazendo com que as pessoas acabem deixando seus próprios carros em casa ou ainda parem de comprar os automóveis individuais.

Em uma cidade inteligente, o foco é em melhorar todo o sistema e estrutura dos transportes públicos de tal forma que consiga ligar todas as pessoas desde o perímetro urbano até o rural.

É possível considerar o transporte público como a melhor forma de melhorar a mobilidade urbana nas cidades, e ainda assim, deixar todos confortáveis.

É um longo caminho, e que não envolve somente ônibus e metrôs. O investimento em outros modais como trens e bicicletas é outro que precisa estar em desenvolvimento.

Para distâncias curtas, o ideal é o uso de um veículo que polua ainda menos como o caso das bicicletas, patinetes e skates.

Muitas cidades no mundo implantaram o uso gratuito das bicicletas, como Aveiro em Portugal. Entretanto, ainda falta muito para termos uma boa estrutura e segurança para utilizar esse modal.

 

Compartilhamento de carro

Algo que vem acontecendo com frequência, é o compartilhamento de carro. Os transportes públicos estão presentes há muito tempo, mas o uso de veículos particulares para compartilhamento é mais atual.

O primeiro, e mais antigo, exemplo são as vans. Elas levam e trazem pessoas para o trabalho, escola, faculdade e outros.

Hoje também temos aplicativos como Uber, Waze Carpool de caronas e outros. Sai mais em conta, e é mais limpo estar dividindo o carro com outras pessoas, do que ter o seu próprio carro.

A mudança é lenta, mas está acontecendo. A cada ano a quantidade de pessoas que compram carros diminuem. 

De acordo com a instituo de pesquisa Berg Insight, em 2017 o mercado de compartilhamento de carros era de em torno de 19,3 milhões de usuários. Para 2022, acredita-se que esse número vá para quase 52 milhões.

 

Planejamento em tempo real e diminuição de combustíveis poluentes

Essa é provavelmente a parte mais próxima da realidade que estamos lidando. Já existem diversos programas que são capazes de captar dados em tempo real, analisa-los e fazer escolhas inteligentes na hora do trânsito.

Extremamente importante para ajudar na mobilidade urbana, e ainda por cima ajudar na melhoria e testes dos carros autônomos.

Em conjunto, serão melhores para conseguir captar todas as situações ocorrendo ao redor, e aperfeiçoar sua mobilidade.

Seguindo a linha de alguns países já mais desenvolvidos, podemos contar com o fim dos combustíveis fósseis logo.

Um exemplo, é a Alemanha que já pretende banir todos os carros a diesel e gasolina até o ano de 2030. Tudo para investir em veículos elétricos e híbridos.

O Reino Unido segue uma linha semelhante, mas incentiva através de subsídios para a compra desses carros elétricos. O que se espera é que qualquer tipo de automóvel que consiga ser emissora de fumaça acabe.

 

Só podemos ter uma mera ideia do futuro dos transportes. Eles irão variar bastante de um país para o outro e seu desenvolvimento. Mas todos caminham na mesma direção, na direção de mais transportes públicos e menos poluição.

Também podemos ter certezas de novas e grandiosas tecnologias sendo inventadas e utilizadas para conseguir melhorar esse sistema de modais, os interligando e melhorando sua qualidade.
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